A convulsão tanto na medicina humana como na veterinária, não é uma doença e sim um sintoma / sinal clínico. Porém, mesmo não sendo uma doença, pacientes convulsivos são sempre um desafio diante das dificuldades de diagnóstico na medicina veterinária, mesmo com o aumento dos casos clínicos. Assim, recebi um material de uma empresa de fármacos veterinários que estão lançando o primeiro fenobarbital veterinário (Uniletas) e vou repassar para vocês.
Epilepsia
O que é?
A epilepsia é um conjunto de sinais neurológicos, caracterizada por convulsões, popularmente conhecidas como "ataques ou acessos", que ocorrem devido a alterações do sistema elétrico cerebral, onde as ondas elétricas perdem momentânea e parcialmente seu equilíbrio fisiológico.
Quando se inicia?
As convulsões normalmente iniciam-se entre 4 meses e 3 anos de idade, embora possam ocorrer após os 5 a 6 anos de idade em alguns cães.
Quais são os tipos de causas?
Epilepsia primária (hereditária, verdadeira ou idiopática): onde normalmente não se identifica uma causa. As raças mais acometidas são São Bernardo, Pastor Alemão, Boxer, Dogue Alemão, Setter Irlandês, Border Collie, Golden Retriver, Labrador Retriver, Poodle Miniatura, Beagle, Cocker Spaniel e Fox Terrier.
Epilepsia secundária (adquirida, estrutural ou sintomática): podendo ser causada por trauma crânio-encefálico, intoxicação por agentes químicos, acidente vascular cerebral, insuficiência hepática ou doença metabólica que leve à hipoglicemia,
Quais os sintomas?
As crises convulsivas normalmente ocorrem quando o paciente está descansando ou adormecido, frequentemente à noite ou no início da manhã. O animal fica rígido, mastiga ruidosamente com seu maxilar, tem sialorréia, urina, defeca, vocaliza e realiza movimentos de pedalagem com os quatro membros em combinações variáveis. O tempo de duração de uma crise costuma ser de 1 a 2 minutos. Os intervalos entre convulsões frequentemente são regulares, podendo ser de semanas ou meses.
Quais são os tratamentos disponíveis?
A medicação anticonvulsivante é o único tratamento possível para a epilepsia primária ou adquirida.
Nos casos de eplepsia sintomática o tratamento deverá ser dirigido para a doença primária, porém em alguns casos, o tratamento clínico paliativo com anticonvulsivantes poderá ser necessário.
O fármaco de primeira escolha é o fenobarbital, uma medicação eficaz, segura, barata e com poucos efeitos colaterais além da sedação.
Os brometos de sódio ou de potássio poderão ser empregados em associação com o fenobarbital para potencializá-lo.
Em animais em estado epiléptico o diazepam deverá ser administrado para que saia da crise.
Assim se seu animal teve alguma crise parecida com essa descrita, leve ele ao Médico Veterinário para que seja examinado e se inicie o tratamento mais adequado, mas não realize o tratamento por conta, pois as doses dos medicamentos têm que ser testadas até que se alcance uma dosagem adequada para que o animal não tenha mais crises convulsivas.
E lembre-se nunca coloque a mão dentro da boca de um animal em convulsão, ele pode acabar mordendo e machucando sua mão. Na hora da crise o ideal é tentar acalmá-lo e ir falando com seu animal até que saia da crise e afaste-se, pois como o animal perde a memória, acaba não reconhecendo o dono logo que volta da crise.
Priscila de Medeiros Gomes
Médica Veterinária
CRMV/SC 5074





