terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Convulsão






A convulsão tanto na medicina humana como na veterinária, não é uma doença e sim um sintoma / sinal clínico. Porém, mesmo não sendo uma doença, pacientes convulsivos são sempre um desafio diante das dificuldades de diagnóstico na medicina veterinária, mesmo com o aumento dos casos clínicos. Assim, recebi um material de uma empresa de fármacos veterinários que estão lançando o primeiro fenobarbital veterinário (Uniletas) e vou repassar para vocês.


Epilepsia

O que é?

A epilepsia é um conjunto de sinais neurológicos, caracterizada por convulsões, popularmente conhecidas como "ataques ou acessos", que ocorrem devido a alterações do sistema elétrico cerebral, onde as ondas elétricas perdem momentânea e parcialmente seu equilíbrio fisiológico.

Quando se inicia?

As convulsões normalmente iniciam-se entre 4 meses e 3 anos de idade, embora possam ocorrer após os 5 a 6 anos de idade em alguns cães.

Quais são os tipos de causas?

Epilepsia primária (hereditária, verdadeira ou idiopática): onde normalmente não se identifica uma causa. As raças mais acometidas são São Bernardo, Pastor Alemão, Boxer, Dogue Alemão, Setter Irlandês, Border Collie, Golden Retriver, Labrador Retriver, Poodle Miniatura, Beagle, Cocker Spaniel e Fox Terrier.

Epilepsia secundária (adquirida, estrutural ou sintomática): podendo ser causada por trauma crânio-encefálico, intoxicação por agentes químicos, acidente vascular cerebral, insuficiência hepática ou doença metabólica que leve à hipoglicemia,

Quais os sintomas?

As crises convulsivas normalmente ocorrem quando o paciente está descansando ou adormecido, frequentemente à noite ou no início da manhã. O animal fica rígido, mastiga ruidosamente com seu maxilar, tem sialorréia, urina, defeca, vocaliza e realiza movimentos de pedalagem com os quatro membros em combinações variáveis. O tempo de duração de uma crise costuma ser de 1 a 2 minutos. Os intervalos entre convulsões frequentemente são regulares, podendo ser de semanas ou meses.





Quais são os tratamentos disponíveis?

A medicação anticonvulsivante é o único tratamento possível para a epilepsia primária ou adquirida.
Nos casos de eplepsia sintomática o tratamento deverá ser dirigido para a doença primária, porém em alguns casos, o tratamento clínico paliativo com anticonvulsivantes poderá ser necessário. 
O fármaco de primeira escolha é o fenobarbital, uma medicação eficaz, segura, barata e com poucos efeitos colaterais além da sedação.
Os brometos de sódio ou de potássio poderão ser empregados em associação com o fenobarbital para potencializá-lo. 
Em animais em estado epiléptico o diazepam deverá ser administrado para que saia da crise.


Assim se seu animal teve alguma crise parecida com essa descrita, leve ele ao Médico Veterinário para que seja examinado e se inicie o tratamento mais adequado, mas não realize o tratamento por conta, pois as doses dos medicamentos têm que ser testadas até que se alcance uma dosagem adequada para que o animal não tenha mais crises convulsivas. 
E lembre-se nunca coloque a mão dentro da boca de um animal em convulsão, ele pode acabar mordendo e machucando sua mão. Na hora da crise o ideal é tentar acalmá-lo e ir falando com seu animal até que saia da crise e afaste-se, pois como o animal perde a memória, acaba não reconhecendo o dono logo que volta da crise. 






Priscila de Medeiros Gomes
Médica Veterinária
CRMV/SC 5074

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Compra de um animal!!





Vai comprar um amiguinho?

Pense bem antes de tudo: Você vai ter tempo para passear com seu animal? Vai ter disposição para brincar? Trabalha o dia inteiro fora? Tem crianças?

Essas são as principais perguntas que você deve-se fazer antes de comprar um gatinho ou um cachorrinho. Sabemos que é sempre bom ter um patudo para gastarmos nosso tempo e energia cuidando dele, são excelentes companheiros e estão sempre conosco.

Mas para recebermos eles devemos primeiro nos decidir entre um cão ou um gato. Isso vai da preferência de cada pessoa, e se você tem dúvidas de qual escolher, pense no seu estilo de vida e qual dos dois se adaptaria melhor aos seus horários e suas condições de vida.
Se você não tem muito tempo para se dedicar ao seu amigo, pense com mais carinho em um gatinho, pois eles são mais independentes e podem passar mais tempo sozinhos, além de serem companheiros são extremamente curiosos e muito engraçados. Já se você dispende de mais tempo para dar atenção ao seu animal, um cachorrinho seria uma boa ideia.



Após decidir qual tipo de amigo você terá, observe com cautela quais seriam os pontos mais perigosos de sua casa para que você possa adequá-los para receber seu amiguinho. Por exemplo: Você mora em um apartamento e quer ter um gatinho, o ideal é colocar redes de proteção nas janelas para que os bichanos não caiam lá de cima! 

Já organizados os pontos perigosos, você tem que decidir o local em que seu bichinho vai dormir, onde vai comer e onde vai fazer suas necessidades.
Todo animalzinho precisa de um cantinho somente dele, para que se sinta seguro e ter seu próprio espaço. Dê preferência para um local calmo, coloque uma cama confortável e ideal para o filhote. Uma dica interessante é pegar um cobertorzinho e levá-lo para deixar o cheiro da mãe e dos irmãos, assim ele se sentirá mais tranquilo e seguro na sua nova casa.

Se for um gatinho o interessante é a utilização do Feliway, um produto que libera ferormônios que são sentidos pelos gatos, e que consequentemente acabam se sentindo mais tranquilos e familiarizados com a casa nova. Outra dica interessante é o Catnip, ou popularmente conhecido como "Maconha dos gatos", é uma planta, que pode ser encontrada também na forma de spray, essa planta acaba deixando o animal bem agitado querendo brincar e se esfregar em tudo, e que depois terá seu período de tranquilidade.

Visto onde ele ficará, agora é a hora de decidir onde ele comerá. Neste local você deverá colocar duas tigelas, uma para comida e outra para água (esta última deve ser sempre filtrada ou mineral para evitar contaminações) e não mude essas tigelas de lugar, assim seu amigo pode ficar confuso.
Uma dica legal é utilizar tigelas de aço inoxidável, assim não há acúmulo de sujeira ou limo nas ranhuras dos potes, evitando proliferação bacteriana. Para cães com orelhas pendulares e grandes o ideal são potes com as laterais altas, assim ao comer ou beber água, sua orelha não cairá dentro dos potes sujando ou molhando-as. E lembre-se, alimente seu filhote sempre depois que a família já tiver comido, assim ele irá associar que a família possui um grau mais alto na hierarquia do que ele.

E a raça?

Bom, tanto gatos como cães possuem raças mais ativas e mais tranquilas, mas cada animal varia sua personalidade de acordo com seus donos. Se você tem crianças em casa, raças mais ativas são interessantes, assim as crianças gastam suas energias brincando com o bichinho e ajudam o seu pet a gastar suas energias também, mas sempre é bom ter cuidado, assim fique sempre de olho quando uma criança estiverem brincando com o bichinho, para que nenhum dos dois se machuquem. Agora se você é sozinho, não tem tempo para passear com seu animal, ou é realmente preguiçoso. Há raças também que podem ser compatíveis com seu estilo de vida, raças que são mais tranquilas, dorminhocas e que não necessitam de muitos cuidados. Assim você têm várias opções para encontrar sua alma gêmea patuda.

Caso você não encontre nenhuma raça que lhe agrade mais, procure um vira lata!! São animais inteligentes, possuem vários tipos de personalidades, pelagem e tamanhos, mas uma coisa é certa, serão eternamente gratos por terem ganhado um lar...
Não se esqueçam da possibilidade de adotar um amiguinho. Há muitos por aí a procura de um lar para alegrar.





Priscila de Medeiros Gomes
Médica Veterinária
CRMV/SC 5074